quarta-feira, 19 de junho de 2013

Direito à Inclusão


OPINIÃO: EDUCAÇÃO INCLUSIVA DEVERIA SER PLEONASMO

"A primeira postura educacional necessária é reconhecer a diversidade em uma Educação universal, proposta e pensada em igualdade para todos em uma mesma Educação", Silvana Matos Uhmann


A Escola é o estabelecimento público ou privado no qual se gerencia, sistematicamente, o Ensino coletivo. Já em nossa Constituição, é expresso como fundamentos de nossa República o direito à igualdade, sobretudo à Educação, concedendo acesso e permanência de todos os estudantes na Escola.
Entretanto, parecemos não nos dar conta de que a Educação passa por dificuldades que necessitam de solução. Um exemplo disso é a própria Educação inclusiva, que se originou a partir da necessidade de respaldo à Educação de Alunos que por algum momento já vivenciaram (ou vivenciam) experiências de exclusão. Ou seja, a Educação como um todo não demonstra conseguir administrar o acesso e permanência de todos os Alunos dentro das Escolas, exigindo assim o surgimento e existência de “grupos” dentro de uma Educação que devia ser para todos.
Tendo como base essas concepções, pode nos parecer retórico em âmbito educacional vivenciarmos uma Educação inclusiva, que por sua vez já deveria abarcar – concedendo acesso e permanência na Escola – todos os nossos estudantes. Nesse sentido, se voltarmos a pensar sobre a Constituição, leis e diretrizes que permeiam nosso meio educacional, percebemos uma lacuna no que diz respeito à Educação. Isto porque o direito à Educação (de qualidade) já foi conferido aos Alunos – uma Educação, que por si só e no sentido literal da palavra, inclua a todos os Alunos para aquisição dos conhecimentos científicos abordados pela instituição Escola.
Sendo assim, não haveria necessidade de uma Educação inclusiva (ou também Educação quilombola, Educação popular, Educação de jovens e adultos), pois todos teriam acesso a uma mesma Escolarização, independentemente de suas condições cognitivas, motoras, sensoriais, orgânicas, étnicas ou também aquisitivas. Devemos pensar que a Educação já é para todos, aqueles da cidade, do campo, Alunos deficientes, ou não. Todos dentro da Escola e buscando aprender juntos. Entretanto, parecemos ainda encontrar dificuldades em gerenciar essa Educação. Enquanto isso, vamos produzindo “grupos” e espaços dentro da Escola que acabam diferenciando o acesso a aquisição dos conhecimentos Escolares.
Em suma, ao buscar fazer relação com a figura de linguagem pleonasmo, Educação inclusiva poderia ser considerada retoricamente como “subir para cima”, “entrar para dentro” ou “adiar para depois”, já que pensamos aqui em uma Educação que já é, ou deve ser, inclusiva (sem a necessidade de ser denominada, ainda, “inclusiva”). Ao nos referirmos a uma Educação inclusiva, nos tornamos retóricos, uma vez que a Educação, por si só, deve ter esse mesmo papel. A primeira postura educacional necessária é reconhecer a diversidade em uma Educação universal, proposta e pensada em igualdade para todos em uma mesma Educação.
*Educadora especial pela Universidade Federal de Santa Maria, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Educação da Unijuí
A Escola é o estabelecimento público ou privado no qual se gerencia, sistematicamente, o Ensino coletivo. Já em nossa Constituição, é expresso como fundamentos de nossa República o direito à igualdade, sobretudo à Educação, concedendo acesso e permanência de todos os estudantes na Escola.
Entretanto, parecemos não nos dar conta de que a Educação passa por dificuldades que necessitam de solução. Um exemplo disso é a própria Educação inclusiva, que se originou a partir da necessidade de respaldo à Educação de Alunos que por algum momento já vivenciaram (ou vivenciam) experiências de exclusão. Ou seja, a Educação como um todo não demonstra conseguir administrar o acesso e permanência de todos os Alunos dentro das Escolas, exigindo assim o surgimento e existência de “grupos” dentro de uma Educação que devia ser para todos.
Tendo como base essas concepções, pode nos parecer retórico em âmbito educacional vivenciarmos uma Educação inclusiva, que por sua vez já deveria abarcar – concedendo acesso e permanência na Escola – todos os nossos estudantes. Nesse sentido, se voltarmos a pensar sobre a Constituição, leis e diretrizes que permeiam nosso meio educacional, percebemos uma lacuna no que diz respeito à Educação. Isto porque o direito à Educação (de qualidade) já foi conferido aos Alunos – uma Educação, que por si só e no sentido literal da palavra, inclua a todos os Alunos para aquisição dos conhecimentos científicos abordados pela instituição Escola.
Sendo assim, não haveria necessidade de uma Educação inclusiva (ou também Educação quilombola, Educação popular, Educação de jovens e adultos), pois todos teriam acesso a uma mesma Escolarização, independentemente de suas condições cognitivas, motoras, sensoriais, orgânicas, étnicas ou também aquisitivas. Devemos pensar que a Educação já é para todos, aqueles da cidade, do campo, Alunos deficientes, ou não. Todos dentro da Escola e buscando aprender juntos. Entretanto, parecemos ainda encontrar dificuldades em gerenciar essa Educação. Enquanto isso, vamos produzindo “grupos” e espaços dentro da Escola que acabam diferenciando o acesso a aquisição dos conhecimentos Escolares.
Em suma, ao buscar fazer relação com a figura de linguagem pleonasmo, Educação inclusiva poderia ser considerada retoricamente como “subir para cima”, “entrar para dentro” ou “adiar para depois”, já que pensamos aqui em uma Educação que já é, ou deve ser, inclusiva (sem a necessidade de ser denominada, ainda, “inclusiva”). Ao nos referirmos a uma Educação inclusiva, nos tornamos retóricos, uma vez que a Educação, por si só, deve ter esse mesmo papel. A primeira postura educacional necessária é reconhecer a diversidade em uma Educação universal, proposta e pensada em igualdade para todos em uma mesma Educação.
*Educadora especial pela Universidade Federal de Santa Maria, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Educação da Unijuí

Autismo e Conexões Neuronais

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/06/falta-de-atencao-em-autistas-pode-estar-vinculada-a-fracas-conexoes-cerebrais-no-sistema-de-recompensa-4173577.html

Publicações

http://www.portaldeacessibilidade.rs.gov.br/publicacoes/6

sábado, 25 de maio de 2013

Autismo - Brasileiro é escolhido melhor professor do ano de Miami

http://colunistas.ig.com.br/diretodemiami/2012/03/20/brasileiro-e-escolhido-melhor-professor-do-ano-de-todo-condado-de-miami-



Alexandre Lopes com as crianças do programa de inclusão.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Curso de Capacitação “Surdez e Escola para Todos”



http://www.portaldeacessibilidade.rs.gov.br/servicos/10/2331

,
Curso de Capacitação “Surdez e Escola para Todos”

Objetivos: Debater e analisar a educação inclusiva dos Surdos nas escolas comuns.

Justificativa: Dentro do contexto da Política Nacional de Educação na Perspectiva da Educação Inclusiva, a educação dos Surdos é mais polêmica, pois é defendida pelos próprios surdos a continuação e permanência das escolas de surdos bilíngues. Entretanto, é necessário pensar naquele sujeito surdo que não tem acesso a uma educação bilíngue e que está afastado do sistema educacional de ensino, sendo privado da escolaridade. Este curso permitirá que os professores conheçam um pouco desse sujeito surdo, com todas as suas implicações culturais, pedagógicas e comunicacional.

Público alvo: Professores da rede pública do Estado do Rio Grande do Sul.
Duração do Curso: 50h/aula.
Período do Curso: 03, 10, 17, 24 de junho e 01 de julho de 2013
Número de vagas: 30

PROGRAMA DO CURSO

Dia 03/06 - manhã: - História da Educação dos Surdos (Roger Prestes/COEPEDE)
Dia 03/06 - tarde: - Oralismo, Comunicação Total e Bilinguismo (Greice Severiano /FADERS)
Dia 10/06 – manhã: - Cultura e Identidade Surda (Carolina Sperb/INSTITUTO FEDERAL DO RS)
Dia 10/06 – tarde: -O profissional Intérprete (Cristina Laguna/FADERS)
Dia 17/06 – manhã: - AEE para Surdos (Carolina Sperb/INSTITUTO FEDERAL DO RS)
Dia 17/06 – tarde: Aspectos Pedagógicos da Educação dos Surdos (Celina Xavier Neta/FADERS)
Dia 24/06 – manhã e tarde: LIBRAS (Luciano de Abreu/FADERS)
Dia 01/07 – manhã e tarde: LIBRAS (Patrícia Rodrigues/FADERS)

METODOLOGIA
As atividades metodológicas desenvolvidas serão através de aulas interativas, análise de textos e vídeos, dinâmicas de grupo e aulas prática de LIBRAS.

Horário do curso: 8h30min - 12h / 13h30 – 17h30min
Local do Curso: Rua Santa Terezinha, 711 – Bairro Santana - Porto Alegre/RS (próximo Vila Planetário).

Inscrições: As inscrições serão mediante formulário eletrônico, que serão respondidos via correio eletrônico (e-mail) para maiores informações. É imprescindível, após o contato da coordenação do curso, a apresentação de declaração da chefia imediata para fins de comprovação de liberação para a realização do curso.

Mais informações: No SAFE pelo telefone: 51-3227.5014 ou pelo e-mail: safe@faders.rs.gov.br

Acesse aqui o Mapa de localização do Curso.

Inscreva-se já!


Curso - Parafernálias: nexos, artes e educação: Atelier de Criações Pedagógicas

Parafernálias: nexos, artes e educação: Atelier de Criações Pedagógicas:
 Início das atividades em 20 de maio de 2013!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Bicicleta Adaptada

Voluntários adaptam bicicletas para pessoas com deficiência no RS
Grupo usa restos de outros veículos e materiais reciclados no projeto.


Restos de bicicletas, partes de churrasqueiras e outros materiais reciclados são transformados em bicicletas adaptadas para serem usadas por pessoas que têm algum tipo de deficiência na Região Metropolitana de Porto Alegre. Ainda em fase de testes, o projeto nasceu da parceria entre uma ONG e um comerciante, dono de uma oficina de bicicletas na cidade de Alvorada, como mostra a reportagem do Bom Dia Rio Grande, da RBS TV (veja o vídeo).

Com o projeto, a estudante Katrielle Arruda Silveira realizou o sonho de andar de bicicleta aos 16 anos. Ela não pode usar os pés devido a uma paralisia que lhe tirou os movimentos das pernas e a obriga a andar de muletas. No veículo adaptado, ela usa as mãos. "É um sonho, nunca andei, agora é uma experiência nova poder andar de bicicleta e acompanhar minha irmã", disse. "É uma luta, ela sempre teve o sonho de andar de bicicleta e nunca conseguiu. Agora apareceu a oportunidade e ela está muito feliz", acrescentou a mãe, emocionada.

Bicicleta adaptada é usada por adolescente que não pode andar (Foto: Reprodução/RBS TV) 
 Bicicleta adaptada é usada por adolescente que não pode andar (Foto: Reprodução/RBS TV)

Com deficiência visual, a adolescente Vanessa Rodrigues, de 17 anos, também foi beneficiada com uma bicicleta adaptada. O veículo reúne duas bicicletas, e uma delas é pedalada por outra pessoa. "A sensação de andar de bicicleta é muito boa", resumiu.
O objetivo dos idealizadores do projeto, agora, é conseguir ajuda e patrocínio. Josué Aguiar, coordenador da ONG Embrião, também pede que pessoas que têm bicicletas velhas, sem uso, procurem a ONG para doações. "Para nós vai ter essa utilidade social, que é beneficiar outras pessoas", ressaltou.

O comerciante Adalberto Fortes diz que o projeto foi pensado para proporcionar a essas pessoas a realização de uma atividade física. Por isso os equipamentos não são elétricos, eles exigem a participação de quem usa. "Eles têm que se locomover. Então desenvolvi essa bicicleta que dá tanto para um como para outro participar de um passeio ciclístico", explicou.